• 16 Setembro

    Quais os principais erros a evitar na criação de lanches para crianças?

    Em tempo de regresso às aulas, voltam a preparar-se as lancheiras para levar para escola, volta a peça fruta que regressa a casa inteira e as queixas de que o que vai na lancheira dos amigos é melhor.

    É-lhe familiar? Conheça aqui os principais erros a evitar na criação de lanches para as crianças.


    Colocar um alimento de “miminho” (chocolate, bolachas recheadas, biscoitos ou outros) extra aos alimentos que compõem o lanche, como forma de recompensa para quando a criança come o lanche todo por exemplo. 

    A criança deve ser incentivada a comer o lanche de forma positiva porque lhe faz bem (dizendo que “dá força para jogar futebol/brincar”, “ajuda a fazer os exercícios nas aulas” entre outros) e não por recompensa com outros alimentos dizendo algo como “se comeres o lanche podes comer o chocolate”. Esta recompensa faz com que a criança perceba que o alimento de “miminho” é melhor do que os outros. 


    Incluir frequentemente nos lanches refrigerantes com e sem gás, leites achocolatados, iogurtes muito açucarados e/ou cremosos (com adição de natas), bolos (queques, biscoitos, bolos de pastelaria), pães de leite e doces (chocolates, rebuçados, gomas).

    Não devem existir alimentos proibidos na alimentação da criança. Deve sim desencorajar-se a criança de comer certos alimentos de forma regular sem criar, no entanto, o estigma de proibição (“o fruto proibido é sempre o mais apetecido”). 


    Não variar os lanches. Os lanches devem ser variados e adaptados à disponibilidade de alimentos e às preferências da criança. É nesta idade que se criam os principais hábitos alimentares que ficam até à idade adulta. A criança deve ingerir o máximo de alimentos diferentes, conhecer os diferentes sabores e daí estabelecer as suas preferências alimentares dentro de uma alimentação saudável e variada.

    Colocar a fruta inteira e por descascar. Para facilitar o seu consumo, deve partir-se a fruta em pequenos pedaços e colocá-la numa caixa; 

    Embalar os alimentos todos juntos. Os alimentos devem ir separados e bem-acondicionados. É mais atrativo e mais simples para a criança.

    Não juntar uma garrafa de água. Deve ir sempre na lancheira pelo menos uma garrafa 0,5L de água!


    E o principal erro,


    Não dar o exemplo!

    De nada adianta insistir para a criança comer alimentos que nem nós comemos ou querer que ela não coma os chocolates, bolos, batatas fritas que estão na gaveta lá de casa.


    A educação alimentar da criança começa com o exemplo dos pais e com os alimentos que pomos à sua disposição. Se não são as crianças que compram e preparam os alimentos, podemos culpá-las por “comerem mal” e não fazerem escolhas saudáveis? 


    Não se desresponsabilize pela alimentação do seu filho/a! Proporcione-lhe saúde e aquisição de hábitos alimentares saudáveis.